A cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, de 27 anos, foi assassinada dentro do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º RCG), em Brasília, unidade responsável pela guarda presidencial. O caso, tratado como feminicídio pela Polícia Civil, chocou as Forças Armadas e reacendeu o debate sobre a violência contra mulheres no Distrito Federal.
Segundo as investigações, a vítima foi golpeada com uma faca pelo companheiro, o soldado Kelvin Barros da Silva, que em seguida ateou fogo ao alojamento na tentativa de destruir evidências. O corpo da militar foi encontrado carbonizado após o incêndio, controlado pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF.
Kelvin Barros foi preso e confessou o crime durante depoimento. De acordo com a Polícia Civil, ele relatou que discutiu com Maria de Lourdes antes de atacá-la. O soldado também apresentou queimaduras, supostamente provocadas pelo incêndio que ele mesmo iniciou dentro da área militar.
O crime aconteceu dentro de uma das unidades mais tradicionais do Exército, o que gerou forte repercussão entre militares e autoridades. A corporação emitiu nota lamentando o ocorrido e informando que presta apoio às investigações da Polícia Civil.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, e a perícia analisa vestígios do incêndio para detalhar a dinâmica do crime. O suspeito deve responder por feminicídio qualificado e por destruir o local do crime para dificultar a ação policial.
O caso reforça o aumento dos índices de violência contra mulheres no DF e coloca em evidência a necessidade de medidas mais rígidas de prevenção, inclusive dentro de instituições militares. A investigação segue em andamento na 5ª Delegacia de Polícia, responsável pela região.





